Ir para o conteúdo

Base: 66.970 CNPJs ativos na Receita Federal, 09/2026. Cruzamento com o CNES de 08/2026.

Clínicas de Fisioterapia

Condição: quadril. Especialidade: fisioterapia ortopédica e traumatológica

Fisioterapia pós-cirurgia de quadril

No pós-operatório de quadril vale a orientação do cirurgião que operou. Veja as fases, os sinais de alerta e o que a fisioterapia costuma fazer nesses casos.

Publicado em Revisado em Editora BYTX LTDALeitura de 7 minutos

Resposta direta

Pós-operatório de quadril é o período de recuperação depois de uma cirurgia nessa articulação, e reúne situações bastante diferentes: prótese por artrose, fixação de fratura do fêmur perto do quadril e artroscopia para tratar impacto femoroacetabular ou lesão do labrum. O quadril tem uma particularidade que muda tudo na recuperação: é a articulação que sustenta o peso do corpo a cada passo, e por isso a forma como a pessoa caminha entra na conta desde o primeiro dia.

A folha de orientações que saiu com a pessoa na alta é o documento que vale aqui, e ela vem do cirurgião que operou. Cada técnica tem restrições próprias, e elas não são intercambiáveis: uma via de acesso pode pedir cuidados de posição que outra não pede, e um tipo de fixação pode permitir apoio que outro não permite. Esta página explica o processo em linhas gerais, para que a pessoa entenda o que está acontecendo e converse melhor com a equipe. Ela não tem acesso ao caso de ninguém, e nenhuma orientação genérica encontrada na internet, inclusive esta, substitui aquele documento nem uma avaliação presencial. Na dúvida entre o que se lê aqui e o que a equipe orientou, segue-se a equipe.

O que é o pós-operatório de quadril

Três grupos de cirurgia respondem pela maior parte dos casos, e eles têm objetivos distintos:

  • Artroplastia, a prótese de quadril. Em geral indicada por artrose avançada, quando a dor no quadril passou a limitar caminhar, calçar um sapato e dormir. O objetivo costuma ser recuperar marcha, autonomia e confiança.
  • Fixação de fratura do fêmur proximal. Frequente em pessoas idosas depois de uma queda. A recuperação envolve o osso, mas também o que o repouso forçado provoca no corpo inteiro.
  • Artroscopia do quadril, para tratar impacto entre o fêmur e o acetábulo ou lesão do labrum, com foco no controle do movimento.

A reabilitação costuma ser descrita em fases: proteção da região operada, controle de dor e retomada das transferências, como sair da cama e levantar da cadeira; recuperação da marcha e da amplitude possível; construção de força no glúteo e no tronco; e uma última voltada à atividade que a pessoa quer retomar.

A passagem de uma fase para a outra é decidida na reavaliação, por critérios observáveis, não por tempo de calendário. Conseguir se deslocar com segurança, apoiar sem dor desproporcional, manter o tronco estável sobre a perna operada e subir um degrau com controle contam mais do que qualquer data. Duas pessoas com a mesma cirurgia podem avançar em ritmos diferentes sem que isso signifique problema.

O que costuma causar

Do lado do que leva à cirurgia, os motivos que mais aparecem são:

  • Artrose de quadril em estágio avançado, com dor na virilha, rigidez pela manhã e perda progressiva de amplitude.
  • Fratura do colo do fêmur ou da região trocantérica, quase sempre depois de uma queda, e mais comum quando existe osteoporose.
  • Impacto femoroacetabular e lesão do labrum, com dor profunda na virilha.
  • Necrose da cabeça do fêmur, que compromete o osso e leva à dor persistente.
  • Sequelas de displasia, que alteram a forma da articulação.

Do lado do que o pós-operatório enfrenta, o padrão costuma ser este:

  • Fraqueza da musculatura do glúteo, que já vinha instalada antes da cirurgia por causa da dor.
  • Marcha alterada há muito tempo, que não se corrige sozinha só porque a dor antiga saiu.
  • Medo de apoiar o peso, sobretudo em quem operou depois de uma queda.
  • Perda de condicionamento geral, tanto maior quanto mais longo foi o tempo de pouca movimentação.
  • Restrições de posição a respeitar, que variam conforme a técnica e mudam a rotina em casa.

Quando procurar atendimento

Alguns sinais pedem contato imediato com a equipe que operou:

  • Febre ou calafrio nos dias seguintes ao procedimento
  • Vermelhidão e calor ao redor da ferida operatória
  • Secreção saindo da incisão, com ou sem odor
  • Dor súbita e desproporcional, diferente da dor que vinha cedendo
  • Panturrilha inchada, endurecida e dolorida, em especial de um lado só
  • Falta de ar ou dor no peito, que pedem atendimento de urgência
  • Sensação de que a perna ficou mais curta, ou estalo seguido de incapacidade de apoiar
  • Dormência ou perda de força na perna que aumentam com os dias

Fora desses casos, as dúvidas seguem para os retornos já marcados e para as sessões, onde mudanças de sintoma costumam ser percebidas cedo.

O que a fisioterapia costuma fazer nesses casos

Descrevendo de forma geral, e sem que isso constitua orientação para um caso específico, o acompanhamento costuma ter três partes.

A primeira é a avaliação. O fisioterapeuta avalia o protocolo recebido, a técnica descrita, as restrições de movimento indicadas, o estado da ferida, a dor, a amplitude disponível, a força do glúteo e como a pessoa se desloca e faz as transferências do dia. Em pessoas idosas, entram na leitura também o risco de nova queda e o ambiente da casa.

A segunda é o movimento, dentro do que o protocolo autoriza. Em linhas gerais o trabalho começa pelas transferências e pela marcha com o dispositivo de apoio indicado, avança para amplitude e controle, e depois para força e resistência. Adaptações para vestir-se e para sentar em altura adequada costumam entrar nas primeiras orientações.

Esta página não indica exercício, carga, amplitude nem posição para quadril operado. A razão é direta: o que protege uma prótese pode não ser o mesmo que protege uma fixação de fratura, e o que é liberado depois de uma artroscopia pode ser exatamente o que outra técnica pede para evitar. Quem autoriza é o cirurgião; quem ajusta a execução dentro dessa autorização é o fisioterapeuta que acompanha o caso.

A terceira é a educação sobre o processo, incluindo como organizar a casa, como usar muleta ou andador com segurança e como reconhecer o que precisa ser comunicado.

Quanto tempo costuma durar

Não há resposta que sirva para todos, e desconfie de quem der uma. O comportamento geral é o de um processo por fases, em que o alívio da dor antiga costuma aparecer antes da recuperação de força, e a força costuma voltar antes da segurança para caminhar longas distâncias ou em terreno irregular.

O número de sessões também varia conforme o caso. Ele depende do procedimento, da idade, da fase, do objetivo da pessoa e da resposta ao longo do acompanhamento. Uma reavaliação periódica costuma ser mais útil do que um número fechado no começo.

Sobre custo e cobertura, veja quanto costuma custar uma sessão de fisioterapia e como funciona a fisioterapia pelo SUS.

Perguntas frequentes

Posso apoiar o peso na perna operada?

Isso varia conforme o caso e quem define é o cirurgião. Existem situações em que o apoio é liberado logo, com auxílio de andador ou muletas, e outras em que é parcial ou proibido por um período. A orientação da alta é o que vale, e costuma ser revista nos retornos.

Existem movimentos proibidos depois da prótese?

Em muitas técnicas existem posições a evitar por um período, e elas variam conforme a via de acesso usada. Por isso esta página não lista nenhuma: uma lista genérica é rígida demais para um caso e insuficiente para outro. A lista correta é a que veio com a alta.

Preciso usar andador ou muleta?

Na maioria dos casos algum dispositivo de apoio é usado no início, e a retirada acontece de forma gradual, conforme a marcha melhora e a segurança aumenta. Quem avalia isso é a equipe, na reavaliação.

Vou precisar adaptar a casa?

Com frequência, sim, ao menos no começo. Altura de cadeira e de cama, tapetes soltos, iluminação e barras de apoio no banheiro entram na conversa, sobretudo quando existe risco de queda.

Qual especialidade da fisioterapia cuida disso?

Na maior parte dos casos, a fisioterapia ortopédica e traumatológica. Em pessoas idosas, o acompanhamento costuma ser conduzido junto com a área geriátrica, conforme a avaliação.

Clínicas de fisioterapia nas maiores cidades

As 12 cidades com mais clínicas no diretório. A lista de cada cidade mostra as clínicas de fisioterapia com CNPJ ativo, bairro a bairro. Para outra cidade, busque pelo nome.

Todas as cidades e estados

Aviso. Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta. Ele descreve o que costuma acontecer de forma geral e não se aplica automaticamente a nenhum caso individual. Cada pessoa é avaliada individualmente: procure um profissional de saúde para orientação sobre a sua situação.

Veja o aviso sobre conteúdo de saúde e a política editorial.

Tem uma clínica de fisioterapia? Reivindique a ficha.

A ficha já existe com os dados do cadastro. Reivindique para completar horário, especialidades, WhatsApp e site, e para corrigir o que estiver errado.